Parque Solar Sophia
Parque Solar Sophia, desenvolvido com respeito pelo ambiente e comunidades
O projeto Sophia foi concebido para produzir energia solar de forma responsável e eficiente, com uma configuração que privilegia a preservação e a valorização da biodiversidade e da paisagem rural onde se insere.
Situado nos concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova, o projeto promove investimento regional, apoio a cadeias de fornecimento locais e criação de emprego nas fases de construção e exploração, conciliando a atividade económica com os interesses das comunidades.
A produção de eletricidade de origem renovável do Parque Solar Sophia contribui para a redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE) e para os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC).
Setembro 2026: Reformulação do Projeto Solar Sophia
Setembro 2026: Reformulação do Projeto Solar Sophia
Consulta Pública
No dia 2 de outubro de 2026, a Lightsource bp entregou à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a documentação relativa à reformulação do Parque Solar Sofia, dentro do prazo estabelecido no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental.
Em cumprimento do compromisso de transparência assumido pela Lightsource bp e dando continuidade ao processo de escuta ativa no território, entregámos versões impressas da documentação nas câmaras municipais e juntas de freguesia das áreas abrangidas pelo projeto. Disponibilizamos também, neste website, todos os documentos para consulta.
573
MWp (megawattpico)
1.132.207
MWh produção de eletricidade anual
+333.000
Habitações abastecidas com energia limpa e renovável por ano (equivalente)
131.110
Toneladas de emissões de carbono evitadas por ano
+106.000
Carros movidos a combustíveis tradicionais retirados da estrada (equivalente)
Seleção da localização + Avaliação técnica e ambiental+ Submissão do Estudo Prévio
Consulta Pública Estudo Prévio
Reformulação do projeto
Submissão de EIA Reformulado + Consulta Pública (Estudo Prévio Reformulado)
Submissão do Projeto de Execução + Consulta Pública Projeto de Execução + Obtenção das Licenças
Construção
Operação
Saiba mais sobre o projeto na nossa secção de perguntas frequentes.
Programa de Benefícios Partilhados com as Comunidades Locais
Não queremos ser apenas um bom projeto, queremos ser bons vizinhos. Por isso, estamos empenhados num processo contínuo de envolvimento comunitário, que coloca as pessoas e as suas necessidades no centro.
Desenvolvemos um Programa de Benefícios Partilhados, cocriado com base nas necessidades e oportunidades identificadas junto das comunidades e em colaboração com entidades especializadas, com o objetivo de gerar valor concreto e duradouro no território.
O compromisso mantém-se firme ao longo de toda a vida do projeto, com um investimento global superior a 20 milhões de euros, em dez iniciativas ao serviço do território. Entre as iniciativas previstas, destacam-se:
- “LUZ partilhada”,um projeto de autoconsumo coletivo
- Medidas de apoio a famílias em situação de pobreza energética
- Promoção da literacia energética
- Formação e empregabilidade
- Investimento social local
- Apoio à prevenção e combate a incêndios
- Promoção da atividade agropastoril
- Valorização do turismo sustentável na Beira Baixa
Estas iniciativas procuram assegurar que parte do valor gerado pelo Parque Solar Sophia permanece nas comunidades que o acolhem.

Mantemo-nos comprometidos com o processo de escuta ativa, em setembro concluímos um ciclo de três sessões públicas de esclarecimento sobre o projeto do Parque Solar Sophia, realizadas nos concelhos de Penamacor, Idanha-a-Nova e Fundão.
Acesse os recursos apresentados nas sessões de informação.
Compromisso com a paisagem e a biodiversidade
Os nossos projetos são concebidos para preservar a harmonia com os ecossistemas e com as atividades agrícolas, ajudando a preservar a biodiversidade. Desde abelhas e aves até às ovelhas, projetamos todos os nossos parques solares para serem um lar para a natureza, com ações que promovem a qualidade do ecossistema, dos solos e contribuem para o incremento dos valores ambientais.

Abordamos os nossos projetos com a preservação e a valorização do ambiente como pilares fundamentais. Desde a fase de conceção, o projeto foi elaborado considerando critérios ecológicos rigorosos, preservando as áreas de maior valor de conservação e garantindo que os povoamentos existentes de sobreiro e azinheira serão integralmente mantidos.
Priorizamos a ocupação de áreas de eucaliptal já existentes, em vez de solo agrícola, e áreas de pastagem, que continuarão a manter esse uso. Recuamos os painéis de onde estes se aproximavam de habitações, com plantação de árvores entre as casas e o parque.
O projeto integra um Plano de Estrutura Verde e Integração Paisagística e um Plano de Compensação de Desflorestação que propõe, entre outras ações:
- Conversão de 267 hectares, incluindo 190 hectares de eucalipto, em povoamentos de azinheira e sobreiro (aproximadamente 40 000 exemplares).
- Corredores ecológicos entre áreas de painéis, para permitir a passagem de fauna
- Promoção de pastagens e da apicultura em coexistência com a produção de energia solar
Um promotor de energia sustentável
Biodiversidade
O ar que respiramos, a água que bebemos e os alimentos que comemos dependem todos da biodiversidade. Por isso, estamos empenhados em melhorar os ecossistemas dos projetos que concebemos.
No âmbito do nosso trabalho no desenvolvimento de energias renováveis sustentáveis, buscamos não só evitar danos ao ambiente, mas trazer um impacto positivo através dos nossos projetos. Empenhamo-nos em alcançar este objetivo através de um cuidadoso trabalho de manutenção e enriquecimento de habitats e biodiversidade locais.
Comunidades
Investimos nas comunidades locais onde operamos. Desenvolver um projeto de baixo carbono pode ser um processo de vários anos, e envolver a comunidade é uma parte fundamental desse desenvolvimento.
Isto inclui trazer vantagens para as pessoas e para o ambiente, como investimentos nos municípios por via de fundos de compensação, apoiar programas de eficiência energética e projetos de comunidades de energia, além da criação de empregos na construção e operação e contribuir para o desenvolvimento rural e turistico.
Estamos a desenvolver um plano de desenvolvimento com as comunidades que irá refletir o feedback das comunidades e das autoridades locais, integrando medidas de valor partilhado para o território.
Parques solares de uso múltiplo
Parques solares de uso múltiplo são centrais solares que produzem eletricidade enquanto o terreno continua a ser usado para agricultura, natureza ou outras atividades úteis. Sempre que possível, procuramos desenvolver projetos de uso múltiplo que integrem pastoreio, habitats para polinizadores, promovam a melhoria dos ecossistemas e da biodiversidade.

Informação do Projeto
Sessões de informação
Imprensa
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Consulta Pública
Resumo Não Técnico
Relatório Ambiental
Central Solar Fotovoltaica de Sophia e LMAT associada: Artigo 16.º – Volume 1 – Relatório ambiental
Anexos
- Ofício APA
-
Elementos de Projeto
Apêndice 2.1 – Central Fotovoltaica
Apêndice 2.2 – Drenagem
- Estudo Preliminar Drenagem – Estudo Preliminar- Peças Escritas
- Estudo Preliminar Drenagem – Estudo Preliminar- Peças Desenhada
Apêndice 2.4 – Parque de Baterias
Apêndice 2.5 – Linha Elétrica
- LMAT – Alternativa Corredor Norte- Estudo Prévio
- LMAT – Alternativa Corredor Norte- Plano de Acessos
- LMAT – Alternativa Corredor Sul- Estudo Prévio
- LMAT – Alternativa Corredor Sul- Plano de Acessos
-
Paisagem
Bacias Visuais
- Drawing 01 – Visual Basin of the Photovoltaic Power Plant – Art16
- Drawing 02 – Visual Basin of the Photovoltaic Power Plant -Art16 and EIA
- Drawing 03 – Distance from the Points of Interest to the EIA Project and the Reformulated Project
- Drawing 04 – Visual Basin of the Northern Corridor of the Power Line
- Drawing 05 – Visual Basin of the Southern Corridor of the Power Line
Estudo de Visibilidades
- Estudo de Visibilidade da Paisagem
- Visibilidade – Layout EIA 1
- Visibilidade – Layout EIA 2
- Visibilidade – Layout Art.16 MDT 3
- Visibilidade – Layout Art.16 MDS 4
- Visibilidade – Layout Art.16 MDS 5
- Visibilidade – Variação Layout Art.16 6
Relatório Metodológico de Simulações Visuais: Monsanto e Castelo Novo
- Sistemas Ecológicos
- Estudos e Planos de âmbito social e socioeconómico
-
Plano de Envolvimento de Comunidades e Programa de Partilha de Benefícios
- Plano de Envolvimento Comunitário
- Anexo I – Mapa de Stakeholders
- Anexo II – Estudo Socioeconómico
- Anexo III – Inquérito de Recolha de Opiniões
- Anexo IV – Cartazes das Sessões de Recolha de Opiniões
- Anexo V – Cartazes das Sessões de Esclarecimento
- Anexo VI – Folheto Informativo do Projeto Reformulado
- Anexo VII – Apresentação das Sessões de Esclarecimento
- Anexo VIII – Conteúdos no Jornal Reconquista
- Anexo IX – Folheto LUZ Partilhada
- Anexo X – Cartazes LUZ Partilhada
- Anexo XI – Plano Agroecológico e Pastoreio
- Anexo XII – Diagnóstico Turístico e Programa ZERO Destinations
- Anexo XIII – Protocolos de Colaboração e Parcerias
- Ambiente Sonoro
-
Estudos de Avaliação de Efeitos Térmicos
- Alterações Climáticas
- Património
- Plano de Estrutura Verde e Integração Paisagística (PEVIP)
- Plano de Controlo de Erosão
- Programa de Monitorização do Projeto de Drenagem
- Gestão do Risco de Fogos Rurais
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Perguntas frequentes
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A natureza e a biodiversidade vão desaparecer?
Não. O Parque Solar Sophia foi planeado para proteger e valorizar a natureza e promover a biodiversidade local, assegurando a não afectação de áreas de elevado interesse ecológico, tais como habitats comunitários e zonas de nidificação de aves.
Na revisão do projeto, foram integradas preocupações sobre a proximidade do Parque Solar com o dormitório do abutre-negro que, na versão anterior do projeto distava 290m e, agora, ficará a uma distância mínima de 4.400 m.
Serão totalmente salvaguardados os sobreiros e azinheiras de maior dimensão e situados em povoamento, bem como os corredores de vegetação ribeirinha e outros núcleos sensíveis. Também com base nos contributos recibos ao longos dos últimos meses, foi igualmente eliminada a afetação de 7,1 hectares de povoamentos de carvalho-negral.
Com a reformulação do projeto, o número de árvores isoladas afetadas foi reduzido em 6%, de 1541 para 1452 exemplares. Destas, 89% correspondem a exemplares jovens. Nenhum sobreiro ou azinheira de grande porte serão abatidos. Além disso, o plano de compensação aumentou em 44%, totalizando cerca de 40 000 árvores a ser plantadas na região.
Durante a fase de exploração, o solo debaixo dos painéis solares manter-se-á permeável e coberto por vegetação rasteira natural, semelhante a um prado, favorecendo flores silvestres, invertebrados e pequenas espécies. A vedação será permeável à fauna, preservando corredores de passagem e ligações naturais entre habitats. Haverá monitorização ambiental contínua e medidas para promover usos compatíveis, como o pastoreio e a apicultura, que beneficiam a biodiversidade e a economia local, demonstrando como um parque solar pode coexistir com os valores naturais.
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O projeto ocupará solos com grande aptidão para a produção agrícola?
Não. O Parque Solar Sophia contribui para a produção de energia fotovoltaica em Portugal sem comprometer a atividade agrícola local e nacional.
A proposta de localização do Parque Solar Sophia privilegia terrenos de baixa aptidão agrícola, sobretudo áreas de exploração florestal (eucaliptais) que, na reformulação do projeto, representam 70% da área de painéis.
Na reformulação do projeto, também foram retirados os painéis localizados em terrenos que integram uma zona com potencial de regadio futuro (Aproveitamento Hidroagrícola Gardunha Sul).
O projeto procura ainda integrar práticas que permitem usos partilhados do solo durante a fase de exploração – por exemplo, pastoreio e apicultura – sem recurso a substâncias poluentes.
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O projeto mudará a paisagem e afetará o turismo?
O projeto Sophia foi concebido para se integrar na paisagem e reduzir o impacte visual, com um desenho que privilegia zonas de menor valor paisagístico, que preserva pontos de maior qualidade e o património local.
As aldeias históricas identificadas situam-se a distâncias consideráveis das áreas do parque solar: Monsanto e Castelo Novo ficam a mais de 8 km, e Idanha-a-Velha não tem visibilidade direta do parque. Por estes motivos, os estudos já apontavam para uma visibilidade muito reduzida e um efeito mínimo na panorâmica da região. No entanto, de forma a integrar preocupações levantadas a respeito da paisagem, a área de painéis visíveis a 8km de distância de Monsanto foi reduzida em 30% e, a partir de Castelo Novo, a redução foi de 48%.
O projeto inclui um Plano de Estrutura Verde e de Integração Paisagística, que prevê a plantação de sobreiros e azinheiras autóctones, a criação de cortinas naturais com espécies locais e a manutenção dos usos do solo na envolvente. Estas medidas aumentam a integração do parque na paisagem e reduzem a perceção visual a partir de aldeias e itinerários, incluindo a Grande Rota Pedestre 22.
Além disso, o Parque Solar Sophia respeita o Geopark Naturtejo e integra propostas de percursos interpretativos para valorizar o património geológico, arqueológico e cultural, pelo que o Parque Solar Sophia pode também criar oportunidades para melhorar o acesso e as infraestruturas turísticas na região.
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O projeto causa problemas para a saúde?
Não. A tecnologia fotovoltaica utilizada no parque solar Sophia não gera emissões atmosféricas tóxicas nem provoca contaminações do solo ou da água, e os equipamentos cumprem normas europeias de segurança e de compatibilidade eletromagnética.
Os estudos ambientais não apontam para qualquer aumento significativo da temperatura regional ou do microclima junto às povoações, casas e aldeias. Por exemplo, foram analisadas as temperaturas antes e depois da entrada em funcionamento de uma central fotovoltaica em operação desde 2008 e não se verificaram aumentos de temperatura atribuíveis à central.
As medidas de integração paisagística do projeto Sophia, como a reconversão de povoamentos de sobreiros e azinheiras, o aumento do coberto vegetal e a plantação de cortinas arbóreas, bem como a salvaguarda de recursos hídricos locais, contribuem para manter boas condições térmicas favoráveis, captar carbono e aumentar a resiliência face a fogos rurais, beneficiando o ambiente e a comunidade local.
A energia renovável gerada pelo Parque Solar Sophia evita emissões de gases com efeito de estufa, contribuindo para a mitigação das alterações climáticas.
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Que benefícios traz o projeto à região e à comunidade local?
O Parque Solar Sophia irá gerar diversos benefícios ao território, através de um Programa de Benefícios Partilhados com investimento global de mais de 20 milhões de euros e várias medidas para gerar benefícios sociais, económicos e ambientais, concebido em colaboração com as comunidades locais.
Prevê-se a criação de cerca de 890 postos de trabalho durante o pico da construção, e 15 postos na fase de exploração por via direta, a que se somarão outros postos de trabalho e contratação de serviços locais. Haverá ainda investimento nos municípios através de fundos de compensação direta e iniciativas como “LUZ partilhada” (autoconsumo coletivo), apoio a famílias em situação de pobreza energética, programas de literacia energética e formação profissional.
Adicionalmente, os municípios beneficiarão de uma compensação superior a 5 milhões e meio de euros, suportada pelo Fundo Ambiental nos termos do Decreto-Lei n.º 30-A/2022, e de 630 mil euros pagos pelo Promotor no âmbito do Decreto-Lei 15/2022.
O projeto Sophia apoia o desenvolvimento rural e turístico, incluindo iniciativas que valorizam o património natural e geológico. Estão previstos usos múltiplos do solo, como pastoreio, apicultura e manutenção da vegetação rasteira, que criam oportunidades para a biodiversidade e para a agricultura local, sem recurso a substâncias poluentes.
O Parque Solar Fotovoltaico Sophia pretende ainda apoiar projetos de inovação social alinhados com as necessidades de cada concelho, nomeadamente ações que promovam a retenção de jovens, o apoio a famílias vulneráveis e a idosos, e programas culturais ou desportivos, bem como iniciativas de prevenção e combate a incêndios.
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Como foram integradas as opiniões da comunidade e das autarquias?
O Projeto Sophia foi reformulado para responder às participações apresentadas durante a consulta pública, aos pareceres emitidos pelas entidades competentes no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental e aos contributos recebidos através de reuniões e sessões de auscultação que envolveram cidadãos, autarquias, associações, entidades públicas e outros interlocutores locais.
Este processo de escuta ativa resultou numa análise das principais preocupações, como a dimensão do projeto, a componente paisagística, a biodiversidade, agricultura e a proximidade às populações. A reformulação do projeto concreta reflete estas preocupações: redução de 34% da capacidade instalada, retirada da zona com potencial de regadio futuro e aumento significativo das plantações compensatórias, que agora correspondem a 103% da área total de painéis.
As alterações foram definidas como resultado deste diálogo contínuo com a todas as partes interessadas, garantindo que a versão final do projeto reflita tanto as exigências técnicas e ambientais como as prioridades e preocupações das comunidades. Este acompanhamento continuará ao longo do projeto, através de comissões municipais e novas sessões públicas de esclarecimento.
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